Marcas chinesas dominam eletrificados: 38.753 unidades em Junho de 2026
Das 10 maiores marcas de elétricos vendidas no Brasil em junho de 2026, 7 são de origem chinesa — respondendo por 92,70% das 21.129 unidades elétricas emplacadas no mês. No mercado híbrido a presença chinesa é 4 de 10, com 57,43% de share. É o retrato mais direto de como o mercado eletrificado brasileiro foi remodelado pelas montadoras da China desde 2023.
Das 10 maiores marcas de elétricos vendidas no Brasil em junho de 2026, 7 são de origem chinesa — respondendo por 92,70% das 21.129 unidades elétricas emplacadas no mês. No mercado híbrido a presença chinesa é 4 de 10, com 57,43% de share. É o retrato mais direto de como o mercado eletrificado brasileiro foi remodelado pelas montadoras da China desde 2023.
Por que olhar para a origem das marcas
A eletromobilidade no Brasil não vem só da vontade do consumidor — vem também de quem oferta o produto. A partir de 2023, marcas chinesas passaram a chegar ao país com portfólio amplo de eletrificados, preços mais acessíveis que os europeus/japoneses, e ritmo de lançamento acelerado. É essa oferta que remodela o mercado.
Rastrear quantas das marcas líderes são chinesas mostra o quanto essa ofensiva industrial está avançada. Em muitos meses, mais da metade do pódio já é chinês — algo que não acontecia em nenhum outro segmento do mercado brasileiro há uma década.
Marcas chinesas no top 10 de elétricos — Junho de 2026
| Pos. | Marca | Unidades | Participação |
|---|---|---|---|
| 1º | BYD 🇨🇳 | 12.699 | 60,10% |
| 2º | GEELY 🇨🇳 | 4.663 | 22,07% |
| 3º | GAC 🇨🇳 | 1.058 | 5,01% |
| 5º | LEAPMOTOR 🇨🇳 | 512 | 2,42% |
| 6º | GWM 🇨🇳 | 383 | 1,81% |
| 8º | MG 🇨🇳 | 228 | 1,08% |
| 10º | ZEEKR 🇨🇳 | 43 | 0,20% |
Somadas, essas 7 marcas chinesas concentram 19.586 unidades — 92,70% do mercado brasileiro de elétricos em junho de 2026.
Marcas chinesas no top 10 de híbridos — Junho de 2026
| Pos. | Marca | Unidades | Participação |
|---|---|---|---|
| 1º | BYD 🇨🇳 | 8.554 | 25,63% |
| 2º | OMODA JAECOO 🇨🇳 | 4.794 | 14,36% |
| 3º | GWM 🇨🇳 | 4.647 | 13,92% |
| 7º | GEELY 🇨🇳 | 1.172 | 3,51% |
No mercado híbrido, a presença chinesa é menor — 4 de 10 posições — reflexo do papel histórico de fabricantes tradicionais (especialmente Toyota) na tecnologia HEV.
Duas ofensivas com dinâmicas diferentes
A presença chinesa é mais forte em elétricos (92,70%) do que em híbridos (57,43%) — diferença de 35,27% p.p.. É onde o vento sopra a favor da entrada de novas marcas: no BEV puro, onde as chinesas chegam primeiro e com portfólio maior, enquanto no híbrido as marcas tradicionais mantêm liderança pela consolidação da tecnologia.
O que essa ofensiva significa para o comprador brasileiro
Do lado do consumidor, mais oferta significa mais opções e — em muitos casos — preços mais baixos que os praticados por marcas europeias/japonesas no mesmo segmento. Do lado da indústria, redesenha a hierarquia de share depois de décadas relativamente estáveis. Do lado regulatório, gera pressão política sobre alíquotas de importação (a cota de importação de elétricos foi extinta em julho de 2026, empurrando as chinesas para produzir localmente — BYD em Camaçari, GWM em Iracemápolis).
📊 Sobre estes dados
Este artigo foi elaborado com base no informativo mensal de emplacamentos divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), edição 282. A Fenabrave é a fonte oficial de dados de emplacamentos no Brasil.